sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Aprendizes de amor

Se não a expressar o que sentimos,
Entregar o coração descrito à pessoa amada,
Aliviar nossa mente preocupada,
Nós, aprendizes de alguma coisa
Talvez de poetas, talvez meros apaixonados
Talvez corações confusamente intrigados.

A pulsação clama por calor,
Do tão esperado amor
Os olhos buscam verdade,
Verdade de quem?
De quem ama, ou de quem quer?
Aquele sentimento que vem,
Não controlamos, não seguramos
A pessoa mais perversa ama,
Talvez até por amor perversa é.

As palavras fluem livremente,
Nossos dedos criam vida própria
Sentimento inconsequente,
Transforma vidas, melhora pessoas
Salva almas, liberta corações
História cheia de paixões
Quem não tem amor reclama
Mas quem pela vida ama
Esquece todo o resto
Problemas viram meros detalhes
Sem o coração em protesto
O resto é resto.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Cura de amor

Como curar essa doença,
Esse mal que me faz bem?
Dormir e acordar com seu rosto,
Seu rosto em minha mente.
Quero remover essa vontade
Esse amor demente, insano, impossível
Mas e se fores minha metade,
Se fores minha maneira de amar,
Meu motivo para respirar
Meu incentivo para acordar
Não sei, loucamente quero tentar
Mas se não for para lembrar, me esqueça
E avise-me quando o fizer
Para eu tirar todas minhas histórias da cabeça,
Mas se teu coração como o meu incandesce
Se a tua dúvida com a minha parece
Não há mais o que esperar
Venha me visitar, venha me amar
Contigo vou aniquilar esse meu medo
Esse medo de simplesmente me jogar
Nesse penhasco infinito da vida
Segure minha mão, segure firme
E apesar de tudo daremos a partida
Viagem só de ida,
Viagem de vida.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Cada delicadeza

A melodia navega em minha concepção
Tons e batidas colidem com a percepção
E ao surtirem efeito me trazem aqui
Para representá-la em sentimentos
Coração dividido em momentos
Minha brecha de luz acompanha o vento
E este somente para frente vai
Não há tempo de dúvidas e lamentos
Mas essa paisagem distrai
E ao invés de caminhar com a cabeça baixa
Admiro a cada folha verde, a cada fruto
Neste mundo ultimamente tão bruto
Cada delicadeza requer atenção
Carinho, cuidado e dedicação.