quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Mas Ainda Te Amo

Mas ainda te amo
Ainda te chamo, ainda exclamo
Se é meu amor tão profano
Se te amar já é assim cotidiano 
Fazes parte de todo o meu plano
Mas meu medo tão tirano
Será tudo isso um engano?
Mas ainda te amo.

sábado, 10 de novembro de 2012

Aquela Moça


Passarinho canta na minha janela
Mas não estou visitas recebendo
Eu a noite acendo uma vela
Mas do escuro continuo bebendo
Abanaste e viraste a esquina
E na quadra do meu coração
Não se vê mais aquela menina
Sorriso no rosto e cintura fina
Nas pedras da calçada, no reflexo da poça
Não se vê mais aquela moça
Bela como boneca de louça
Minha alma deixou meu ser
Minha alma foi ao teu encontro
Minha alma foi reconhecer
O porquê de teu desencontro
Que os ventos te façam dobrar naquela esquina
Que os ventos tragam de volta aquela menina
Que no reflexo da poça ainda tenha aquela moça
Que tenha um sorriso na boneca de louça
Que eu te reconheça e agradeça
Que eu não te esqueça e te convença.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Um Soneto


Levantaste o olhar e vejam só! Era para mim
Pronunciaste uma palavra e era sim
Sorriste de canto, enxugaste meu pranto
Passadas carregando todo teu encanto

Olhar fixo, sugaste meu coração
Chegaste perto, estendeste a mão
Amaste a mim e não foi em vão
Na sala, na rua, na lua, no alçapão

Fotografei com o olhar a cada momento teu
Lembranças minhas, teu corpo agora meu
Meu amor está aqui, não morreu

Angústia ao sentir meus olhos abrindo
Não percebes que estás partindo?
Sonho acabando, tua imagem diluindo.

E dentro, os nós


O que me distancia de querer-te
é meu gosto, é meu jeito, é meu feito
Tropeçamos nas pedras de tanto olhar para o céu
Meu amor está perdido, está ao léu
Em minhas confusões instigam as mesmas questões
Na minha tempestade, ah!, sempre os mesmos trovões
Lá fora passa o tempo e aqui dentro buraco negro
Dentro de casa, dentro de mim, dentro de nós
Os amargos, nosso doce sem açúcar, amor nosso amor
E naquela flor, naquela flor que me deste
Agora enxugo as lágrimas do tempo, lágrimas do vento
Dentro de casa, dentro de mim, deu-se os nós
Dentro de mim agora, deu, de nós.