segunda-feira, 31 de outubro de 2011

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Vibrações... vibrações... vibrações... é meu coração, ou nem ele bate mais? De onde surge esses ruídos, de minha alma, ou ela já se foi? Essas dúvidas saem da minha mente, ou ela também já se despediu? O que eu sou se não sinto, não amo e não sonho mais? O seu toque pela manhã também já me deixou, não há motivos para nada, não há nada.
Ser vivo que já morreu, vago pela noite, pois o sol não me aceita mais. A lua ainda não me viu, está distraída demais com as estrelas. O ar que transita entre meu nariz e os pulmões é o único breve e escasso movimento que ainda há. Minha visão, mal me lembro de como é ver claramente, meus ouvidos não tem mais utilidade, no silêncio em que resido, estão inúteis, meu tato, para que?, se não há o que sentir.
Se algum dia algo de bom vier me salvar, talvez seja somente um vaga-lume na imensidão da noite, aqui não há mais coração, não há mais alma.
Eu não desisti, me perdi.

Na busca do que ainda vive

Erros que originaram perversos
Palavras que tornaram contradições
Cabeças de universos
Ofensas com reações
Pedaços bons não fecundaram
O duvidoso proliferou  
E os que um dia amaram
Este mundo não habitou
As folhas vão com o vento
Como se nada houvesse
Não há mais alento
Que um dia pudesse
Abrigar a imensidão do vazio
Aquecer o que não vive
Expulsar tamanho frio
Leva teu rumo adiante
Vá para onde habita
O coração pulsante
A vida ainda vive em algum lugar,
Basta encontrar.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Amar a morrer

Nasceste do meu vazio
De tudo que compora
A imensidão deste mundo frio
Do fugaz momento
Da ação mais cruel
A brisa, o vento
Carregaram meu véu
Viste meu rosto
Sugou meu olhar
Fragrância de amor composto
Me compôs da essência
A base da sobrevivência
Da morte nasceu
Este infecundo
Na sepultura floriu
Criatura perversiva
Alma explosiva
Vagas na noite
A espera do açoite
Vens ao meu encontro
Após dia de castigo
Concentras no teu viver
A capacidade de amar e morrer
Não leve para o inferior
O teu único sorrir sincero
Deixas aqui o valor
De todo nosso amor.

Escrito especialmente para o prólogo do livro escrito por Luma Costa.