sexta-feira, 12 de julho de 2013

Versos da Chuva

Escorre na janela como as lágrimas no meu rosto
A chuva me salva e lava minha alma
Distrai-me da desesperança,  do meu desgosto
Encara-me com fundo cinza e acalma
Quero essa tempestade nos meus pensamentos
Que leve minhas tristezas, meus tormentos!
Essa paz com que enches a existência de vida
Assemelha-se ao sorriso almejado em alma sofrida
Anda, traz tua ventania e derruba tudo que me derruba
Balança essas árvores da minha incerteza
E como ao céu traz-me de volta a clareza
Vem chuva, tempestade, vento, raio e trovão
Conserta tudo com este teu arrastão

Inunda meu coração, tira-me do chão.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Talvez


Talvez eu acorde e não veja mais seu rosto, talvez eu me olhe no espelho e não saiba quem vejo, talvez eu me desespere quando ao te ver virando a rua, talvez eu me tranque no quarto e fique pensando em todos os “e se?” da minha vida. Talvez eu não esteja certa te deixando ir, talvez eu devesse implorar que você ficasse, talvez eu devesse pegar sua mão e atar na minha. Meu amor talvez a gente se esbarre  em algum canto do mundo, talvez a gente se encontre num sonho. Talvez eu nunca mais te veja. Talvez tudo isso seja uma ilusão. Talvez isso seja tudo.
Mas uma coisa eu sei que não é talvez: eu te amo. Talvez nunca deixe de te amar (nunca vou deixar).

sábado, 18 de maio de 2013

Chama


Ultimo gole de café já frio,
Tento não ouvir a voz da cama que me chama
Para ouvir a voz que chama de alguém que me ama
Mas se essa voz não chama
Apago a minha chama
Entrego-me a cama
De alguém que não ama.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Nas Ruas do Amor


Olhei para dentro de mim e te enxerguei
Analisei meu coração e transbordava de ti
Procurei pela minha mente e só te vi
Busquei a mim e não encontrei

Saí por aí e te avistei
E vejam! Encontrei!
Encontrei a mim naquele momento
Vi-me circundando naquele sentimento

Em um segundo roubou minha atenção
Levando meus olhos num olhar de paixão
Meu coração já acomodado na mão

Entornei na rua e encontrei o amor
Naquele momento senti frio e calor
E a um desconhecido disse: fica, por favor.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Nos Meus Olhos Paixão


Não preciso falar para que me entendas
Amor olha-me bem fundo nos olhos
Sentes a ventania e a confusão?
Consegues enxergar nos meus olhos o coração?
Quero que compreendas meu amor e meu jeito de amar
Que é de sentir, viver, sorrir, chorar e não só falar
Entendas que te quero por inteiro, não sou de meio termos
Estás completas comigo? Para mim não tem mais ou menos
Dentro ou fora, nunca ou agora, sim ou não
Não tenho tempo para viver em vão
E deixo claro que és minha paixão
Quero que sejas meu sim
Basta que me diga que és para mim.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Do Avesso


Saudade de um amor que nunca foi meu
Sinto-me do avesso por alguém que me esqueceu
Distraí-me um momento e diga-me agora, meu Deus, o que aconteceu?
Foi meu erro, esquecimento, problema, inconstância, se arrependeu?
Se estás aí, se estás bem, por favor, me explica o que se passa
Desta confusão, deste vazio, destas lágrimas não acho graça
E se dessa ausência toda se faz pirraça
Olha-me bem e diz, sou palhaça?
Se te reviras no meu peito e machuca
Outrora me explodia de amor
Agora de dor?
Diz-me bem que já não entendo
Diabos! O que está ocorrendo?
E para de girar na minha cabeça
De bater no meu coração
Se fores assim já te digo, não.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Quando Vais


Quando vais vem uma avalanche
Revira tudo cá, bagunça, arrasta
Quando vais vem uma tristeza
Que deixa cinza meu amor vermelho
Quando vais me olho no espelho
E o que vejo é a tua delicadeza
Óh, amor quando vais
Meu corpo quer ir junto
Meu coração fica feito criança
Minha mente com tua lembrança
Fico cá a esperar-te e a esperar-me
Fico cá a tentar escrever meu amor
Mas são só versos confusos
De sentimentos tão imensos
Mas são só versos  intensos
De um amor que quer mais
Óh, amor, quando vais....

sexta-feira, 22 de março de 2013

Esfera de Consciência


Circundando no abismo novamente
É sentimento que vem, que vai,  que mente
Na esfera de vidro, que giro, que enlouqueço
Estrago-me, e me pergunto:  eu mereço?
Se fores não volte, mas fique, em imploro
Digo isto à sanidade, à felicidade que brinca
Eu jogo, eu nem sempre ganho, meu Deus
Meu Deus, afinal? Tudo isto é mortal?
Eu vou chegar ao fim, existe um final?
E estou a girar na consciência deixada
Enxergando turvo ao que devo seguir
E a minha razão que se encontra acamada
Ao meu sentido que deixei de sentir
Entornando na curva da perdição
A procura da luz do sim, basta de não
Quem sabe chego eu então
Nas ruas do coração.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Assim


Tenho sono e não consigo dormir
Estou parada com o coração a pular
Estás longe mas consigo sentir
É tão loucura querer te abraçar?
Mas é desta forma que sorrio espontâneo
Em cada segundo de sentimento momentâneo
Não me importa o que os outros estão a dissertar
A divagar, palpitar, olhar e reclamar
Eu tiro o mal e deixo o amar
Porque meu jeito é assim
E vou estar lá a dizer sim
No início, no meio e no fim.

Coração Vagabundo


Sem ver o teu sorriso já não posso ficar
Conta-me o que fizeste comigo?
Que agora penso só em te amar e te amar
E minha felicidade mora aí, contigo
Tira estes sapatos e vem aqui
Debaixo das cobertas é o nosso mundo
Não sei como antes sem ti vivi
Fizeste amor em um coração vagabundo.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Flutuar no Abismo


Flutuar no abismo
Sem eira nem beira
Como curar verdade com cinismo
Em meio à estrada traiçoeira

Meu coração nasce e ressuscita
À um suspiro da felicidade
De um amor que com força grita
À três passos da infelicidade

Como chego nas estrelas, no céu?
Neste passo cuidadoso e saudoso
Como chego à felicidade, atrás do véu?

Se já me encontro flutuando no abismo
Abismo infinito ou grande o suficiente
Tamanho coração que grita à mente.

Meio


Viraste a esquina sem ao menos bater na minha porta
Largou minha mão e foi embora fingindo que não importa
Sempre soubeste que sou meio assim, meio torta
Então retrocede para minha rua, para as minhas mãos, volta
Traz o colorido e joga no meu mundo novamente
Sorri para tudo isso e diz que também sente
Não importa se negas porque eu sei que não mente
E dás a meia volta pro meu eu assim, meio inconsequente
E se da minha janela eu ver de novo teu cabelo, tua boca
Eu corro, eu morro, eu nasço de novo, que me chamem de louca
Mas só de sentir tua presença, o cheiro da tua roupa
Eu me sinto mais cheia e não assim tão pouca.

Ali, Acolá


Não peçamos santidade em meio à orgias
De palavras, de pessoas, de sentimentos
Não sejamos pessoas assim tão frias
Em meio à ondas de tantos momentos

Amo aqui, amo ali, amo acolá
Meu pranto, não sei, deixei pra lá
Digo-te, repito e insisto: venha cá!
Com teu coração seja boa, não má

Esqueci como se chora
O frio é só lá fora
Meu coração te quer agora
Vê se vem e não demora

Dez talheres para comer a felicidade
A tristeza deixemos no prato
Façamos amor no ato
O ódio, sem problema, eu mato.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Sabes


Um pouquinho minha sei que és
Uma pontinha talvez dos pés
Se não, o que seriam estes olhos quando passo?
Seja laço ou abraço, talvez um amasso?
Sugiro que me siga até outro lugar
Sim, por aqui, vamos ali um instante
Tua batida pulsante a minha é semelhante
Empresta tuas mãos para as minhas
Eu sei talvez digas por favor
Entremos nessa batida de coração tambor
Enlouquece, me aquece e permanece
Ages como se já soubesse
(Sabes).

Eu Juro


Eu juro não cometer o mesmo erro
Juro que não vou mais iludir
Iludir corações dóceis, inocentes, decentes
Vou esperar sozinha o amor vir
Pois ele me encontra mas não encontra quem quero
Já chega de me encontrar sem me dar em troca
Em troca do amor de quem amo
E enquanto isso eu iludo quem não merece
Enquanto tento esconder o amor que cresce
Como se eu realmente pudesse
Com tudo isso
Lutando contra meu sumiço.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Amor e Coração


Veio correndo e parou
O amor me viu, se escondeu
Meu coração olhou, acenou
Foi dançando e fez amizade
E com o amor dividiu irmandade
Juntos recolheram luzes, fizeram ruas
E na cidade que ninguém viu
O amor me viu e sorriu.

Além da Razão


180 graus foram o suficiente
Teus olhos já encontraram os meus
Desde então o sentido se perdeu
Não basta coerência nenhuma
Só se guia pela vontade de ter-te
Meus olhos dizem não vá embora
Fique, revire, revolte, leve-me agora
Mas minhas pernas me levam pra fora
Minha razão me sussurra cai fora, sai fora
Não me deixe sem dizer o que eu faço agora
Enlouqueço, permaneço, invento, aguento?
Sucumbo até acreditar na mentira
Quando digo que não te quero?
Diga-me se vou, me diga se espero
Acalmo ou me desespero?
Que se dane, és tu que quero.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Chuva com Vento


Por alguns segundos te sinto
Mas vem a consciência e te leva
E para esta realidade eu minto
Prefiro meu sonho à treva
Saia daqui, maldita consciência!
Deixa-me na sobrevivência de amar
Já chega de pensar com toda esta prudência
Quero viver um pouco desta minha adolescência
E só sairei desta lua
Se me chamares da rua
Ir entrando porta adentro
Oferecer-me um alento
Fazer-me uma chuva com vento.