sexta-feira, 13 de julho de 2012

Inadequado

Angustiante em carcaça de excitante
caído em pele de saltitante
Pensativo em olhos de explosivo
louco em ações de apaixonado
sozinho em temor de deixado
Não se adequa este interior poeta
a esta carcaça tão correta
Não encaixa estes pensamentos
a estes puros sentimentos
Não se absorve tão facilmente
este conceito tão fervente
Não me tomas desta maneira
por uma paixão passageira
Não me tenho por completo
e carrego este dialeto
Não me veja como lema
pois sou como dilema
Um dia sim, outrora não
Um dia ódio, outrora paixão.

Quem és Tu

Quem és tu?
que me chama e me cospe
que me ilude e me chuta
Quem és tu?
que me enlouquece e agradece
que me traz e me deixa
Quem és tu?
que me ama e me odeia
que me injeta na veia
Quem és tu?
que me constrói e destrói
que me monta e corrói
Quem és tu?
Quem és tu?
Que me fizeste feliz ao sorrir
e com mesmo sorriso este, matou-me
Com uma punhalada no coração
esqueceste nossa paixão.

Momento

No momento fugaz em que olhaste
No segundo instante já piscaste,
Não sabes o que o perdeu,
Mas tem o que viu.
O certo é o visto,
O resto é imprevisto. 

Dois Corações

Dois corações, dois olhares
duas paixões, dois cantares
Uma história sendo escrita
algo que a perfeição imita
Não há ciência que consiga explicar
o porquê de uma pessoa amar
Seu nome escrito no meu coração
dona de toda minha emoção
Vamos escutar os pássaros, não as pessoas
vamos ser felizes hoje, não amanhã
Vem, vambora agora
Vem, me tem.