quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Uma Poesia do Poema

Pensamentos colidem e circulam frenéticos
Uns assonantes, outros fonéticos
Circundo, aprofundo e pouco se explica
É rima que vai, é rima que fica
Para uma cabeça lotada poucas coisas são explícitas
São frases perdidas, em estrofes solícitas
Pouco se explica, a maioria se sente
E os sentimentos atropelam-se em meio à mente
Sentimentos não são claros, nem tampouco meus poemas
E assim juntando versos, estrofes e dilemas se cria
O que chamo de poesia.

Estás, em Demasia

Admito.
Eu sinto e não é pouco
Me revira a tua lembrança
Que me invade sem aviso
Me faz praguejar ao admitir
Que ainda estás aqui, mesmo sem pedir
Sem saber, sem notar
Bastou me olhar
E naquela noite, me tocar
Pra fazer tsunami no meu mar
Que só queria curtir a paz da maresia, em demasia
Com poesia, ô moça má!
Venha cá, conserte o que fez
Me rouba ou me devolve, de vez.