sábado, 9 de julho de 2011

Início, meio e fim.

Não sei ao certo sobre o que, quando, quem e de onde vou escrever e talvez ainda não saiba quando acabar, o que importa é transferir certos rolos e embrulhos anônimos que se encontram dentro de mim e através de palavras confusas que talvez desfaçam minha confusão.
Ao encontrar-se no meio, no meio da dúvida, no meio da solução, no meio da pergunta, no meio da resposta, no meio da confusão, no meio do pensamento, no meio da sala, no meio da casa, no meio da frase, no meio da cadeira, no meio da página, no meio, no meio de quê? No meio da situação de que me encontro no meio da idéia, no meio do esclarecimento de saber que não sei nada. No meio da concentração notei que só estava no início da confusão, no início da vida, no início dos problemas, no início das alegrias, no início das descobertas, no início do amor, no início do namoro, no início do novo início, no início do texto, no início da casa, no início do fim da frase. O fim que não presenteou grandes momentos na minha vida mesmo assim esteve presente, o que não presenteando grandes, mas, presenteando dá indiretamente a entender que minha curta vida foi muito mais que grandes momentos, e sim maioria por detalhes, porém, não detalhes todos preenchidos pela exceção dos grandes que estaria o fim e sim pela extensão maior dos que o fim não estava.
A morte é uma espécie de fim, mesmo que essa não seja a sua morte e sim a de uma pessoa querida marca o fim de uma fase, o fim de uma parte de si, o fim de um sonho contínuo, o fim de algumas vontades, o fim de certas alegrias, o fim. Mas, estranhamente pensando a vida tem muito mais fim que a morte. A morte é um fim só. Na vida são vários. O fim de um segundo, o fim de um minuto, o fim de uma hora, o fim de um dia, o fim de uma semana, o fim de um mês, o fim de um ano, o fim de um emprego, o fim de uma paixão, o fim de um amor, o fim de um relacionamento, o fim de uma amizade, o fim de uma confiança, o fim da escola, o fim de um emprego, até chegar ao fim da vida que abrange todos os fins e finaliza.
Brutamente todas as coisas são compostas por início, meio e fim. Entre eles vários meios, várias histórias, vários, várias.
Assim como várias coisas podiam estar escritas aqui, mas não estão, e o não estar entra em outro estágio de variação discutível.

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