segunda-feira, 31 de outubro de 2011

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Vibrações... vibrações... vibrações... é meu coração, ou nem ele bate mais? De onde surge esses ruídos, de minha alma, ou ela já se foi? Essas dúvidas saem da minha mente, ou ela também já se despediu? O que eu sou se não sinto, não amo e não sonho mais? O seu toque pela manhã também já me deixou, não há motivos para nada, não há nada.
Ser vivo que já morreu, vago pela noite, pois o sol não me aceita mais. A lua ainda não me viu, está distraída demais com as estrelas. O ar que transita entre meu nariz e os pulmões é o único breve e escasso movimento que ainda há. Minha visão, mal me lembro de como é ver claramente, meus ouvidos não tem mais utilidade, no silêncio em que resido, estão inúteis, meu tato, para que?, se não há o que sentir.
Se algum dia algo de bom vier me salvar, talvez seja somente um vaga-lume na imensidão da noite, aqui não há mais coração, não há mais alma.
Eu não desisti, me perdi.

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