Passarinho canta na minha janela
Mas não estou visitas recebendo
Eu a noite acendo uma vela
Mas do escuro continuo bebendo
Abanaste e viraste a esquina
E na quadra do meu coração
Não se vê mais aquela menina
Sorriso no rosto e cintura fina
Nas pedras da calçada, no reflexo da poça
Não se vê mais aquela moça
Bela como boneca de louça
Minha alma deixou meu ser
Minha alma foi ao teu encontro
Minha alma foi reconhecer
O porquê de teu desencontro
Que os ventos te façam dobrar naquela esquina
Que os ventos tragam de volta aquela menina
Que no reflexo da poça ainda tenha aquela moça
Que tenha um sorriso na boneca de louça
Que eu te reconheça e agradeça
Que eu não te esqueça e te convença.
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