Mais uma vez, não consigo me conformar em ser somente humana, não consigo compreender, não quero aceitar essas simples condições que amar me impõe. Meu amor singular atribuído somente a ele e um ciúmes dúbio. Quero saber as respostas, quero alcançá-las, ou, pelo menos, saber a quem perguntar. Este mar de dúvidas, esta enxurrada de sentimentos, esta onda longa e forte, do mais sincero amor. A lagoa pacífica das minhas ações me deixa nostálgica, não saber o que pensar, não saber o que fazer e o mais intrigante é não saber o que sinto. Porque nesta idade tudo é aos extremos, amamos mais, dói mais, amar não é problema e nunca foi, mas essa dor está despedaçando a vontade que tenho de amar, destroçando minhas certezas, me colocando num lugar escuro, sozinha, para que talvez eu aprenda a me virar sozinha ou para que eu veja que sozinha, não sou ninguém e, sinceramente não sei qual o melhor caminho.
Só gostaria de aprender o bastante para ir para outro estágio, talvez a próxima etapa me dê algum sinal de resposta, porque sempre sinto que sou eu que monto minhas relações amorosas, depois que volto a normalidade, me pego às vezes pensando, em que a pessoa amada fez para incentivar minhas fantasias reais. Deu-me um sorriso ? Foi agradável? Eu ingenuamente criança, levei ao extremo algo pequeno e simples, do cotidiano de uma pessoa educada.
Para quem peço ajuda para procurar minhas forças? E talvez desde sempre eu saiba a resposta e não seja madura o bastante para revelá-la. Ah... minha cara criança, tenha paciência, ela vem, a resposta sempre vem, mas, antes dela, aturamos longos dias de paciência, somente quem é forte para passar pela espera, vence o labirinto de amar e chega a algum lugar, a confraternização de respostas em sua mente, vão atordoar suas impossíveis dúvidas cruéis. Criança, tão jovem, brincando de amar, realizando a felicidade desconhecida da fase adulta de ser, simplesmente humana.
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