sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Inconstância


Na inconstância do meu ser, vago pelos “eus” existentes nas ondas do que sou, no que pareço ser e no que gostaria de ser. Vagando por mim mesma, a cada esquina algumas divagações. No eu se encontram verdades, na aparência se encontram perigos, e no que almejo se encontram sonhos. Vontades perdidas ou não, importantes ou não, vão e vem na linha pontilhada inconstante de mim.
De que parte de mim estou vindo agora? E para que eu é meu destino? Em dúvidas mais rasas e terrenas abrigam-se questionamentos do divino ao profano. E na verdade sou resultado dos três operandos pelos quais transito, sou um pouco de mim mesma, sou um pouco do que pareço, talvez eu também seja um pouco do que gostaria de ser.
E nesta emaranhado de palavras confusas vão se encontrando pontas de dúvidas, formando respostas um pouco mais claras. Talvez de nada adiante transcrever pensamentos a uma folha de papel, mas talvez as palavras que saem da minha mente deem um alívio às que não me saltam pela boca.

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