Lá
vem aquela moça com vestido ao vento
Beleza
que desconcentra, me deixa ao relento
Sorri-me
com sensualidade banhada de leveza
Deixa-me
para trás com decisão, com destreza
Pois
essa moça sabe, bem sabe certamente
Que
sua ausência me deixa descontente
E
ao agir como um inconsequente, viro naquela esquina
E
a busco em cada bar, grito por ela: menina, menina!
Moça
sem piedade me olha de canto
Como
que soubesse sem nenhum espanto
Que
lá estaria eu a correr e gritar por ela
Toda
as noites com flores em sua janela
Moça,
mulher, tão bela senhorita
Imploro
que ouça meu amor que grita
Deixa
de enlouquecer este coração que lhe ama
Aceite
as flores na sua janela, me chama
Chama-me
de amor, meu bem, qualquer apelido convém
Só
me olha nos olhos e diz que vêm.
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